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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Apenas mais um conto sobre "ti"

Era hora do encontro, sem mesmo eu ter idéia de que veria a mais bela moça da cidade. Já passava do horário de estar em casa, mas insisti e fui até ela, com os braços abertos me acolheu, como se fosse seu filho, percebi uma certa indiferença, seria meu cabelo comprido?? ou minha barba mal feita??
Sem ter mesmo uma flor em minhas mãos, ofereci meu silêncio, que tão precioso era naquele momento de apreciação, mas infelizmente ela não me percebeu, óbvio que seria assim. Sentamos no banco da praça, perguntei a ela se gostaria de tomar uma alguma coisa, minha intenção era de que ela dissesse, sim, sim, vamos tomar uma cerveja, e não foi assim. Ficamos por mais de 2 horas na praça, eu com meu jeito envergonhado e apavorado com a situação, a qual eu gostaria de tê-la pelo resto de minha vida, quando indagou-me sobre do que gostava, dos meus desejos e pensamentos, saiu sem querer que tudo o que queria era tratar de uma dor, que tão rápido matava-me, era melhor sonhar com a bela e nunca vê-la, mas procurando intensamente, acabei tropeçando em muitas pedras, e caí debaixo dos seus pés.
Não, não me olhe assim, como todas as outras, e um ar de desprezo e indignação surgiu daquela linda mulher que se tornara o fruto proibido, um desejo antigo, um tesouro repleto de surpresas, e que amanhã talvez seja a minha maior decepção ou a mãe dos meus filhos. Não acreditas em mim, pois minha vida secreta é repleta de poesias, mesmo antes de ser um homem, sou por inteiro feito de letras e de uma bela sinfonia, o que me move, é a luz do sol e a noite enluarada. O meu templo te busca como uma fonte divina de inspiração e dedicação, ser o homem que te encanta e te espanta, mas que te louva, mesmo sendo todo errado e incompreensivel. Porque te daria o meu mundo, se me deres apenas uma chance eu serei eterno em ti. É que me faço tão solitário e confuso, em todos os momentos, pareço estar dedicando minha vida, e meu corpo, simplesmente para ti.

Assim pensei em tê-la visto, ela parecia deitada cantando em meu ouvido, e acordei de mais um sonho. Isso não passou, e pareço estar sempre correndo atrás de você, mas quem é você?

Queria eu, te oferecer apenas um momento, para o meu azar ou a sorte sua, eu não me encontro nessas tantas luas vazias, talvez a cada mudança, me transformo em um monstro. Se me viu quando pobre, sei que perdi a única oportunidade, se me viu rico, infelizmente não sou seu, que infeliz e confuso pensamento. Continuo fingindo ser uma estrela, tentando ser cada vez mais brilhante, para que teus olhos deslumbrados, imaginem apenas essa aura, e não vejas meu corpo imperfeito. Gostaria ter uma dialética lírica, para confundir sua cabeça, da qual imagino virgem de amores, mas posso fazer-lhe alegre com as minhas bobagens do cotidiano.

Minha boca se faz fonte de prata, ainda que eu grite para ti, não me ouviras, pois seu canto ensolarado cobre todos os pedidos, e faz com que o meu se esconda também. Te amo sem mesmo tê-la visto, você, minha mãe, irmã, meu amor, minha crença, agora chega, vou contar o que faço de ti.
Te faço pétalas de rosa, te faço minha escola de samba, te faço o meu cheiro, te faço mulher, te faço rubi, te faço única, te crio e recrio, e no meu quarto faço verbos de amor para ti, quando perguntares a mim, se ainda tenho folego para encontrar alguém assim, digo que sim, pois sei que você existe, eu dependo disso para viver. Se morreres, não me deixe aqui esperando, me leve contigo, quero ser o seu pilar de sustentação, aquele que eleva seu ego, aquele que repele o mal, aquele que lhe da amor quando precisas, não se importe comigo, deixe-me ser teu.

Eu, como um caipira, do fundão da capital, sempre que escrevo, sou mais, me faço maior, muito forte e decidido, já quando a realidade me toca, entendo toda a situação, mas não me dou por vencido. Canção e liberdade não se aprende por aqui, mas muito encantado pelos prazeres da carne, me deito com algumas mulheres, e as decepciono em todas as vezes, eu apenas sorrio, e digo, você não és minha, coloque sua roupa, vamos ser amigos, ela sem jeito, envergonhada, sai correndo, esqueces suas peças de roupas, sem mesmo eu tê-la feito chegar ao ápice. Ando meditando em sofrimento, não me deram o dom de ser mais uma peça de encaixe, a qual encontra seu par e se une, sem mesmo ter paixão. Não sou como imã, as mulheres não me vêem como o par perfeito, não me deram a esplendida beleza, o que me deram foi apenas esse instrumento, com o qual, os homens brincam de fazer filhos e sustentam cada vez mais o desejo da carne, são todos tão maquinais, são todos tão imperfeitos, mas na verdade quem sofre sou eu. Sou o papel no qual a mulher escreve poesias, sinto a dor, como uma tatuagem em meu corpo, vão escrevendo, suas perfeições e desejos, sonhos e anarquias. Eu te daria o meu tempo lunar, com a dadiva nas mãos, me faço o teu desejo, mas sem ao menos lhe tentar explicar, só sei do silêncio, só sei do silêncio.

Me perco do mundo, quando penso em ti, como o barco perde o rumo, como uma brasa, vou me queimando, me devastando, dizem que sou louco por pensar assim, eu deveria levar uma vida animada e alegre, mas infelizmente levaram minha pureza embora, sou agora mais um fruto na terra, que precisa viver para trabalhar, que precisa se vender para comer, que precisa queimar a foto para esquecer. Não sou assim, não tenho raiva, o que tenho é a esperança de um dia te encontrar.

Vou mergulhar nesse poço, que não é tão fundo, somos mortais e viemos de lá, começamos em um mar onde muita gente naufragou, estamos aqui para lutar e fazer nossa história.

Outros deslizes

Por vários ruídos, sons, melodias, vozes, poesias, não consegui encontrar uma definição das tantas amadas desses dias tão lindos, são tantos poetas românticos, são tantas letras no encaixe perfeito, e tantas batidas na minha cabeça... Cada mulher um desejo, cada sorriso um sonho, mas em ti, tudo é um só, tudo é um só desejo, um só sonho, um só prazer, um só abraço, um só beijo, me deixe só, não me faça feliz, diga-me que não nasceu pra mim, diga-me que teu sexo, não é único, diga-me que tua boca carnuda não tem os melhores beijos, que seu peito, não irá amamentar meus filhos, me ajoelho diante ti, me vejo tão apaixonado, mas tão viciado em tua imagem, que, vejo-me necessitado dela pra que possa adorá-la todos os dias de minha vida. Que bobagem a minha imaginar tudo isso, pois é simples, já toquei em ti, já senti sua pele na minha, já segurei suas mãos, por mais que fosse por pouco tempo, já senti tanta raiva, mas nunca soube antes de mim, que o amor vai longe assim. Se queres mesmo saber o porque nunca quis ficar comigo, lhe digo, sou o teu quebra-cabeça e sabe que queres apenas, aproveitar a vida, e depois correr para os meus braços e me beijar, e me usar, e me fazer suar. Sou um mendigo sem lar, sou um poeta sem papel, sou o mar sem areia, mas contigo sou além disso."

Sei que se veste pra mim, coloca a melhor e mais sexy lingerie, mesmo sabendo que não verei a sua pura imagem. Pinta as unhas, se toca na hora do banho, sempre pensando em mim, que vontade a minha de tê-la, mas é tão bom sonhar, as vezes, penso que se amanhã tocar teu sexo, esse jardim florido, se acabará. Por mais que se ache mulher, quando me vê, suas pernas tremem como as de uma criança quando vê um estranho, sua boca me deseja, elas salivam querendo meu beijo, você não vê a hora de voltar ao banho. Quando lhe dou adeus, chora, chora de saudade, a todo o momento você me vê como o seu anjo da guarda e o seu consolo eterno, mas obviamente, que não me amas só me deseja. Toda manhã visto minha camisa suada e cansada dos anos que se passam, e que ficam tatuados em meu peito, encaro o silêncio como a melhor forma de te amar e ter-te pro resto dos meus sonhos. Excita-me pensar, em saborear o seu corpo, com o mais doce dos sorvetes, gelados, porém te inferniza com o calor, e me pede cada vez mais e mais. Faço-te experimentar minha cama, como se fosse a peça de roupa que toda mulher adora, pouco me importa se não gosta do que escrevo, mas quero me fazer por entendido. Sempre deitado ao teu lado, preservei essa alma tão gostosa, e esse corpo tão puro, quando abrir os olhos, quero que venha novamente do mesmo jeitinho, sempre com esse tesão insaciável, de viver ao meu lado. Não, eu não bebo pra esquecer meus problemas, eu bebo porque gosto, eu fumo porque gosto, e eu te desejo porque simplesmente a amo. Então não discuta comigo, e fique de bico calado, e deixe-me usar-te como meu calçado de trabalhar todo dia, quero-a pra sempre. Sei que sou velho, que mal faz alguma mulher sentir tesão, tenho barbas compridas, sempre com o meu jaleco, com um olhar brilhante, como as pérolas, sem perfume, porém sempre limpo, não tenho muito dinheiro pra vaidade, acho isso uma bobagem, moro em uma mansão, mas na verdade, só porque é beira mar, e lá esqueço o mundo. Conheci-te embaixo de um pé de figueira, te conquistei sugerindo um filme de romance, e lá voltamos e voltamos, e estamos. Posso te encantar cada vez mais, mas não quero vê-la sempre fácil, quero que sinta raiva, chore e sorria de todas minhas trapalhadas, porém sempre muito bem calculadas.

Vampiro do teu sangue

Toc, Toc... mto vinho, uns e outros tragos do cigarro...
Essa meia luz, essa música, parecia-me bossa nova, não me recordo, mas só sei, que tirei ela pra dançar.
Já levantei umas 10 vezes desse sonho, parece que ele está amarrado aos meus pés. Qual será esse mundo que respiro, será o mesmo dessas tantas almas? Quero mais, e mais.
Com apenas uma pedra na mão, chego a pensar que se eu errar o alvo, não terei mais alguma chance de derrubar o patinho daqueles circos dessas vidas.
Abro os olhos novamente, e sorrio, pego meu copo de café e sigo a frente, tomo como uma reta, que se alguém fazer alguma curva, não serei o mesmo. Por isso cravo meus dentes sobre a carne humana, que carência é essa? Serei talvez o indicado a ser preso por ti, rouba minha carteira, beleza, se queixa quando chego em casa, me chama de fogo e gelo, me fala besteira pra sorrir, me enjôa e me faz homem.
Ela me dá um dó, não um desses de sentimento, o qual alguém chega e diz, eu te amo... mas aqueles em que se toca nesses violões dos artistas, a mesma nota, a mesma melodia, mas infelizmente cópia. Já não sei o que vai ser desses tantos artistas, se em mim surgir o amor por ela, semana que vem já serão "meus" os tantos artistas do mundo. Passa-me uma vertigem, que me faz como um sorteio, como um bingo, que me diz que aquela tal, seria a eterna. Ela me suplica ao abrir as pernas, me diz para ser pai, me chama de amor e novamente sorri.
Enfia a faca em meu peito, a qual fica a cicatriz. Me come feito um danoninho, deliciando aquele gosto, que só criança sentia. E, eu corro, sabendo do seu gosto pela minha pele, falo, Srta, jamais suplique o meu olhar, sou como chiclete, sou como o calor na neve, te faço derreter, te faço muito mais além, te faço uma mulher, talvez a mulher "maravilha". Como dizem, rsrsrs.
Mas que pele tenho, será eu, ou será meu lado sentimental. Será o meu cheiro, não me faço homem, as vezes, meu desejo já não é arrancar as roupas dela, com os dentes, mas sim de olhar nos olhos, e ali sim, ela chegar no seu ápice. Desculpe, não tirei suas roupas ainda, já gozei, me sinto satisfeito, se não sentiu o mesmo, que pena, não és minha bela.
Como se não bastasse, esse mundo a fora, me diz pra ser correto, como a nota que falta a música, que não posso ser, tenho que existir, ele só me pede pra estar ali, no trabalho, em casa no horário em que a família gosta em que você esteja.
Faça o meu desejo, que te faço um homem rico, esse mundo, ah esse mundo, o qual fez uma circuncisão em mim, me tirou do berço pra ser alguém hipinotisado por esses olhos capitalistas e materialistas, mal eles sabem do estado o qual me encontro. Por isso volto a dizer, que o que me cura são esses goles de cerveja e um beijo de desejo, talvez eu me desfaça como as tranças dos cabelos dos hippies, e me torne um corte mais arrojado. Mas sou tão esquisito que nem me entendo. Um dia a amo, outro dia me desligo, como quando chega a madrugada e me envolve com a escuridão.
Dou a volta novamente, e me encontro ajoelhado aqui, nessa igreja, no meu templo, digo, no meu quarto. Mas que infernos, porque esse pássaro canta sempre essa mesma canção? Será loucura? Quando me envolve, até chego a inventar melodias com o canto, mas, sou tão impuro, que sinto vontade de dar um tiro nesse maldito, pecador. Mas espere, como pecador? Quem tenho que agradar e ser isso ou aquilo, ser certo e só? essa maldade já não consegue me surpreender, pois ela sabe, que sem esse homem aqui, ela não existe. Muito infeliz com tudo isso, mas, sei que está vindo, você, só você. Tudo volta a você. Não adianta eu tentar inventar sobre as dores do planeta terra. Só sei falar de ti, só sei reclamar, quando não conversas comigo, choro, quando fala, choro. Não tem como, pareço estar sempre infeliz, mas como a nossa ultima conversa, me disse ser a mulher de objetivos, e agora se demonstra uma boba. Vou apagar as palavras, vou rabiscar o seu quadro, roubo seus sonhos, me finjo perfeito. Mas, lembre-se, estás, mesmo assim, está sendo sempre aquele bendito sonho.
Quero um ladinho nesse seu cochão cheiroso, quero o carinho do seu cachorro, aquele chato, mas você gosta, tenho que me adaptar. Resolvi morar em ti.
Quando me diz, querido, me faça um jantar, mal ela sabe, que o outro gosto que tenho, é cozinhar, e que azar o meu, pois só inventei isso, pra dizer que tenho alguma coisa que agrada as mulheres. Invenção!
Mas que pura armadilha, caí mais uma vez nos panos da vida. E, quando pude, suguei todo o sangue, daquela divina esperança.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Bem ou mal, dito, cigarro.

Muito cigarro, pouca vontade, muita fumaça, pouco trago
muito papel, pouca escrita, muitas idéias, pouco afago
muita gente, pouca consciencia, muitas cabeças, poucas palavras

do resto, corre o mundo, seja raso ou profundo
moedas sem destinação, sabe lá, se está aqui ou em outro mundo
bate o sino da igreja, rezam as crenças, pedindo salvação

caixa de papelão, guardando o louco de paixão, penado de coração
cantam afora, querendo dinheiro suado, para obter o seu pão
compra cigarro, para esquecer de que existe, não pensa, só faz o que pede no manual

Mais um cigarro, escarro, um estrago
Mais um cigarro, outro, outro e outro...