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sábado, 26 de setembro de 2009

Siga a seta?!

Pela primeira vez, precisei despejar palavras diretas, sentimentos diretos, lágrimas verdadeiras, sendo estes/as de minha vida pessoal.

Bom dia, dia 26/09/09 às 09:00 (sei que existe data quando é publicado o texto, mas nunca ninguém vê isso hehehe, quero que sintam o que senti)

Começarei dizendo da minha solidão.







Assim é ela.

- Dos amores.
Talvez eu não ame nem a mim mesmo. Como amaria alguém?!?! É assim mesmo, seco, difícil, doloroso.

- Da vida.
Me sinto como um condor, a maior ave do mundo, mas ao mesmo tempo, minuscula, sinto-me livre de tudo e ao mesmo tempo acorrentado. A vida está passando, e até hoje, o que me resta, o que gosto de fazer, é encontrar amigos, beber. Planos de trabalho, de realidade pessoal, nada disso foi possível ainda.
Estamos em um mundo onde devemos agradar alguém primeiro, seduzir, comprar, para se ter o mais belo sorriso, o riso do pouco me importo, o riso do foda-se.
Talvez um dia, meus sonhos se realizarão, devo esperar?!?! eu sei que não, como todo ser humano, eu preciso de um apoio.
Enquanto uns e outros me falam teorias, coisas que estudaram, que leram, ouviram, eu digo:
Eu vivo.
É preciso errar, mas nunca julgue ou culpe alguém.
Quando acertar, lembre-se da humildade.
Quando ouvir, não deixe que escape.
Quando fugir, não se apavore, você só precisa de um tempo.
Quando sorrir, divida.
Quando... Quando...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No fundo do copo

Passaros loucos a falar, arvores loucas para abraçar, carro louco para voar
Canta o sambista, pra moça na pista, tão bela quanto ametista
Voe como louco, abrace como louco, fale como louco

teu dinheiro não comprarás, jamais comprarás esse riso, não tem preço
esse menino vergonhoso, amistoso, pacifico, não vende nada do que sente
se hoje a morte chegasse, ele não daria ao suícida, ele morreria, com alegria

pisando em trapos, dormindo em cacos, sono é para os fracos
duvidaste das surras que tomei, das mulheres que abracei, das dores que um dia amei
E quero destes amores, novamente sentir os pavores, tu és uma santa sem louvores

Quem és você, não sei de você, não me olhes assim me conduzindo tão rápido
me ensinando a andar, como se nunca estivesse ficado em pé
me tirou pra dançar, tirou-me do sério, mas só você terás esse remédio

tão caro, tão raro, não sei se ousaria em beber
só sei que quero mais, clamarei teu nome, perdido em bares
falarei só o teu nome, aos cães que tem fome, às mulheres lobisomem

Mais uma dose, quero continuar sonhando...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pensamento do dia - 11/09/09

Me perguntava do que eu estava pensando, o tempo inteiro, digamos que sobre todas coisas que se moviam como o vestido, de cor vermelha, daquela bela moça loura, cantora, de seus olhos azuis, sangue quente, tão quente, que canta olhando para mim de olhos abertos, sobre uma névoa, eu realmente ficava confuso, perdido, disperdiçei dias e dias naquele mesmo lugar, seria a luz no fim do túnel? que nada. Puro delírio. Furtei dos dias normais dela, o gosto do leve balanço. Cabelos ao vento, acreditava que era um puro cineasta, que fazia dos seus momentos, uma curta metragem e da sua vida, uma longa. Meados de 1930, minha moto, que na época era tão potente, faziam as menininhas babarem. Todo dia, uma, ou duas.
Levava sempre essas garotas para lugares diferentes, restaurantes, lagoas, montanhas, geleiras, fazia daquelas, como sempre na primeira vez, me diziam que a primeira impressão é a que fica. Eu sabia tocar saxofone, violão, flauta, eu fazia elas babarem. Cada uma, desde o olhar, até o final da noite, via o mesmo riso, não havia mudança de temperamentos. Eu não sei o que acontece, mas eu flutuo a todo momento, as vezes me afogo em diferentes, variados tipos de bebida e o que interessava pra mim era apenas o mesmo riso. Eu sou atraente, não posso negar.
07:30 -
Hei garoto, vai trabalhar, não vai faltar mais um dia no serviço.
Esses sonhos, ahhh esses sonhos.