Mais uma noite sobre devaneios tolos, arrastões de multidões, músicas sem nexo, imagens sem cor, tudo parece se tornar em uma moldura, seria apenas mais um quadro no meio da sala de uma nova geração? Espero eu que não. Péssimo exemplo.
O que me tirou do sério essa noite, foi a conversa com a tal aura branca, louvei do principio ao fim, me levou para outro plano, sem sequer um sorriso sincero. Me deixou de pernas pro ar... outra pergunta, seria só um delírio? Só sei que viajei e consegui vê-la.
O leve som do violão me integra a cenas, vozes, é uma transformação do ser humano, jamais viva ao total silêncio, assim como vivi por alguns anos. A única música que tocava ao pé do ouvido, era a voz daquela, ou de outra, com seus velhos problemas. Maldição, não encontro a órbita, vivo de instantes, arrependimentos, sonhos, irresponsabilidades, olhares julgadores, cães famintos, mas, o que me salva são momentos com amigos, que me puxam pelo braço, arrastando-me do céu e do inferno, e lá sim, rola aquele Blues/Jazz/Rock´n Roll. Não há sombra, medo, dor ou morte.
E lá existe a dança, sem perceber a sincronia de movimentos, mas observando o mesmo teor da vida. Só vê quem não quer dançar, só dança quem pouco importa-se.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
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