Ciências da criação, privaram o mundo como observação, te explicam isso e aquilo, com a extrema convicção, enquanto vive aos olhos da reprodução, trazendo apenas uma idéia, a de aproximação, digo isso, pois, todos tem a sua limitação.
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Olha, depois de talvez 2 anos ou mais, observando e crendo que o mundo era assim ou assado, percebi que perdi anos de criação, de imaginação, apostando todas minhas fichas em algo que sei que ninguém me explicará, sei que o sol é queima, a lua és tão bela quando exposta ao céu, as estrelas tão exatas, o vento as vezes quente, muitas vezes gelado. Que a geladeira preserva tal produto, que o cigarro faz mal à saúde, a água purifica, a música as vezes tranquiliza, mas muitas das vezes agita. Que existe a dor, o sentimento, a pureza, o canibalismo. Que existe o dinheiro, religiões, romantismo. Eu sei. Disso eu entendo. Mas será que preciso de 300 fisicos/quimicos/biologos, me explicando que isso é feito disso ou daquilo, sendo que tenho olhos para viver e não tentar explicar, se privando de pôr de sol, ou de um dia de chuva... Hoje, meus sentimentos são sobre a natureza, essa beleza de viver, apesar de vícios, virtudes e sonhos, eu paro o mundo, desligo o regógio, fecho as portas da sociedade e todos os seus movimentos desastrados, e vejo a minha vida, sem alguma perspectiva de emprego ou relacionamento, dedico-me apenas à minha existência. As vezes me transformo em anjo e vôo, às vezes como demônio e incentivo.
Crio uma selva em meu quarto, ouvindo dos mais váriados sons. E tudo isso, só pra contemplar os sentidos. Acredite minha alma e corpo, de agora em diante, irei dedicar parte do meu tempo à você. Incrível. Porém estranho. Incrível no sentido de existir. Estranho no sentido de doar um "tempinho" à ela.
Não entendo.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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