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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No fundo do copo

Passaros loucos a falar, arvores loucas para abraçar, carro louco para voar
Canta o sambista, pra moça na pista, tão bela quanto ametista
Voe como louco, abrace como louco, fale como louco

teu dinheiro não comprarás, jamais comprarás esse riso, não tem preço
esse menino vergonhoso, amistoso, pacifico, não vende nada do que sente
se hoje a morte chegasse, ele não daria ao suícida, ele morreria, com alegria

pisando em trapos, dormindo em cacos, sono é para os fracos
duvidaste das surras que tomei, das mulheres que abracei, das dores que um dia amei
E quero destes amores, novamente sentir os pavores, tu és uma santa sem louvores

Quem és você, não sei de você, não me olhes assim me conduzindo tão rápido
me ensinando a andar, como se nunca estivesse ficado em pé
me tirou pra dançar, tirou-me do sério, mas só você terás esse remédio

tão caro, tão raro, não sei se ousaria em beber
só sei que quero mais, clamarei teu nome, perdido em bares
falarei só o teu nome, aos cães que tem fome, às mulheres lobisomem

Mais uma dose, quero continuar sonhando...

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