Não é apenas em um corpo parado, gelado, que imaginamos a morte
Não é apenas, em uma figura pindurada na parede, com a imagem de um copo de Caputino com a cereja mais vermelha que existe, que imaginamos o doce.
Não é apenas em lágrimas que imaginamos a dor.
Não é apenas na cortina velha, que imaginamos a falta de cor.
Não é apenas nas notas feias, que imaginamos uma péssima composição.
Não é apenas em um beijo, que imaginamos a eternidade.
Não é apenas em um abraço que imaginamos o conforto.
Não é apenas em um olhar que imaginamos a aprovação.
Não é apenas em um passo, que imaginamos o futuro.
Não é apenas em uma conquista, que imaginamos uma vitória.
Não é apenas em um casamento, que imaginamos um casal.
Não é apenas em um bicho de estimação que imaginamos uma caridade.
Não é apenas em uma cama quebrada, que imaginamos uma noite mal dormida.
Não é apenas em um quadro do passado, que imaginamos o desenvolvimento mental.
Não é apenas em um amigo, que imaginamos todos como uma fortaleza.
Não é apenas em um dia de chuva, que se imagina tristeza.
Não é apenas em um dia de sol, que imaginamos a felicidade.
Não é apenas em um ano, que imaginos uma mudança radical.
Não é apenas em cinco minutos de escrita, que se imagina dizer tudo.
A vontade era de gritar, para ela(e), e dizer, que a(o) ama, ou gritar ao mundo a quantia que o aprecia, contempla. Ou então, sendo um pouco mais radical, a dizer aos espiritos ao seu redor, que você sente falta destes, e os entende. Bom... Seria facíl isso ou aquilo, óbvio. O que quero dizer, é: Veja o mundo como o quadro da Monalisa e entenderás tudo.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
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