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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As vezes

As vezes gosto de ser brasileiro,


As vezes penso que não sou brasileiro,

As vezes sou do contra, na maioria a favor,

As vezes digo, sim, muitas vezes digo não,

As vezes sou músico, na maioria vagabundo,

As vezes sou pai, as vezes filho,

As vezes sou orgulho, as vezes decepção

As vezes tenho dinheiro, as vezes não

As vezes tenho amigos, esses sempre serão a força, pro certo ou pro errado, mas quem dirás o que és certo? Seria a lei? aquela que proteje de todos esses descontrolados, loucos por alimento? Será o grande Deus? Aquele que vê angústia nos olhos dos pobres de espírito? Ou será que é para aqueles que não tem dinheiro? Bom, te prometo o céu, mas, seria bom você contribuir com "meu" templo? "Afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue - Chico Buarque"
O mundo gira, improvisa, desliza, agiliza, ameniza, e a gente por aí, esperando pela grande benção divina.

Glória, Glória aleluia, louvemos ao Senhor.

As vezes sei rezar, na maioria, peço em vão,

As vezes sei cair, muitas vezes não levanto mais,

As vezes sei andar no escuro, muitas vezes não,

E na verdade, ninguém sabe nada.

Um comentário:

  1. orra! uma explosão de pensamentos!

    dava pra tirar uns 3 poemas diferentes desse aí! huaehuae

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