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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Minha pele e alma já não suportam mais.

Caminhando sobre estradas asfaltadas, grandes terrenos ocupados por estacionamentos, carros, motos... O mar tomado por navios, barcos, canoas... O céu rodeado de aviões, caças, boings... Orelhas ocupadas com celulares, fones de ouvidos, mp4/10/12, chego a me perder com tanta tecnologia... Olhos ocupados com computadores, notebooks, televisões... Ouvidos a prestar atenção em rádios, gritos, sussurros de dor, pavor, medo, tragédia, sensacionalismo, nudez, buzinas.... A boca já não sente o gosto de nada, pois vale a pena ler o rótulo, e se estiver na TV, estarei mascando com o maior gosto, como se fosse o sumo da mais saborosa fruta... A minha cabeça, essa eu já não sei explicar o que se passa, se está perdida ou no caminho certo, mas creio que só reage à dinheiro... Cada serviço perdido, um tapa da sociedade que tanto me julga - "Vagabundo". Assim deslizo os dedos sob esses papéis que fizeram o maior símbolo de religião, todos tomados por apenas uma espécie, Dinheiro / Money / Dinero.
Bom o que resta da minha pele e alma, ou da sua... Quando vai saber? Saberá só quando alguém extinguir com essa idéia de que todos tem que ter dinheiro pra comprar os sonhos? ou uma casa/carro/tv/computador/amor?
Bom, só sei que por enquanto, só temos que bater palmas pra quem inventou isso, pois ele deve estar sorrindo, por mais que esteja a 7 palmos...
Minha vontade era de voltar no tempo e fazer valer a divisão, pra não ter que me encurralar em um quarto quieto e sombrio, com minhas crenças e diferenças...
Dinheiro fede! Fede a ganancia, fede a ilusão, fede a ignorancia, fede!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Eu por ela - A vida.

Ciências da criação, privaram o mundo como observação, te explicam isso e aquilo, com a extrema convicção, enquanto vive aos olhos da reprodução, trazendo apenas uma idéia, a de aproximação, digo isso, pois, todos tem a sua limitação.
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Olha, depois de talvez 2 anos ou mais, observando e crendo que o mundo era assim ou assado, percebi que perdi anos de criação, de imaginação, apostando todas minhas fichas em algo que sei que ninguém me explicará, sei que o sol é queima, a lua és tão bela quando exposta ao céu, as estrelas tão exatas, o vento as vezes quente, muitas vezes gelado. Que a geladeira preserva tal produto, que o cigarro faz mal à saúde, a água purifica, a música as vezes tranquiliza, mas muitas das vezes agita. Que existe a dor, o sentimento, a pureza, o canibalismo. Que existe o dinheiro, religiões, romantismo. Eu sei. Disso eu entendo. Mas será que preciso de 300 fisicos/quimicos/biologos, me explicando que isso é feito disso ou daquilo, sendo que tenho olhos para viver e não tentar explicar, se privando de pôr de sol, ou de um dia de chuva... Hoje, meus sentimentos são sobre a natureza, essa beleza de viver, apesar de vícios, virtudes e sonhos, eu paro o mundo, desligo o regógio, fecho as portas da sociedade e todos os seus movimentos desastrados, e vejo a minha vida, sem alguma perspectiva de emprego ou relacionamento, dedico-me apenas à minha existência. As vezes me transformo em anjo e vôo, às vezes como demônio e incentivo.
Crio uma selva em meu quarto, ouvindo dos mais váriados sons. E tudo isso, só pra contemplar os sentidos. Acredite minha alma e corpo, de agora em diante, irei dedicar parte do meu tempo à você. Incrível. Porém estranho. Incrível no sentido de existir. Estranho no sentido de doar um "tempinho" à ela.
Não entendo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A cultura vista pelo outro lado do muro.

Não é apenas em um corpo parado, gelado, que imaginamos a morte
Não é apenas, em uma figura pindurada na parede, com a imagem de um copo de Caputino com a cereja mais vermelha que existe, que imaginamos o doce.
Não é apenas em lágrimas que imaginamos a dor.
Não é apenas na cortina velha, que imaginamos a falta de cor.
Não é apenas nas notas feias, que imaginamos uma péssima composição.
Não é apenas em um beijo, que imaginamos a eternidade.
Não é apenas em um abraço que imaginamos o conforto.
Não é apenas em um olhar que imaginamos a aprovação.
Não é apenas em um passo, que imaginamos o futuro.
Não é apenas em uma conquista, que imaginamos uma vitória.
Não é apenas em um casamento, que imaginamos um casal.
Não é apenas em um bicho de estimação que imaginamos uma caridade.
Não é apenas em uma cama quebrada, que imaginamos uma noite mal dormida.
Não é apenas em um quadro do passado, que imaginamos o desenvolvimento mental.
Não é apenas em um amigo, que imaginamos todos como uma fortaleza.
Não é apenas em um dia de chuva, que se imagina tristeza.
Não é apenas em um dia de sol, que imaginamos a felicidade.
Não é apenas em um ano, que imaginos uma mudança radical.
Não é apenas em cinco minutos de escrita, que se imagina dizer tudo.
A vontade era de gritar, para ela(e), e dizer, que a(o) ama, ou gritar ao mundo a quantia que o aprecia, contempla. Ou então, sendo um pouco mais radical, a dizer aos espiritos ao seu redor, que você sente falta destes, e os entende. Bom... Seria facíl isso ou aquilo, óbvio. O que quero dizer, é: Veja o mundo como o quadro da Monalisa e entenderás tudo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O que o bruno acha da vida?!

Bruno diz:
veja, a vida não é assim hehhee
quando falavam de inferno, falavam do consciente do ser humano,
quando falavam do céu, falavam da cama qe envolvia entre lençóis o amor pela sua amada,
quando falavam de vento, falavam de palavras,
quando falavam de fogo, falavam de batalhas,
quando falavam de dor, falavam da vida.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As vezes

As vezes gosto de ser brasileiro,


As vezes penso que não sou brasileiro,

As vezes sou do contra, na maioria a favor,

As vezes digo, sim, muitas vezes digo não,

As vezes sou músico, na maioria vagabundo,

As vezes sou pai, as vezes filho,

As vezes sou orgulho, as vezes decepção

As vezes tenho dinheiro, as vezes não

As vezes tenho amigos, esses sempre serão a força, pro certo ou pro errado, mas quem dirás o que és certo? Seria a lei? aquela que proteje de todos esses descontrolados, loucos por alimento? Será o grande Deus? Aquele que vê angústia nos olhos dos pobres de espírito? Ou será que é para aqueles que não tem dinheiro? Bom, te prometo o céu, mas, seria bom você contribuir com "meu" templo? "Afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue - Chico Buarque"
O mundo gira, improvisa, desliza, agiliza, ameniza, e a gente por aí, esperando pela grande benção divina.

Glória, Glória aleluia, louvemos ao Senhor.

As vezes sei rezar, na maioria, peço em vão,

As vezes sei cair, muitas vezes não levanto mais,

As vezes sei andar no escuro, muitas vezes não,

E na verdade, ninguém sabe nada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Leves surtos

Mais uma noite sobre devaneios tolos, arrastões de multidões, músicas sem nexo, imagens sem cor, tudo parece se tornar em uma moldura, seria apenas mais um quadro no meio da sala de uma nova geração? Espero eu que não. Péssimo exemplo.
O que me tirou do sério essa noite, foi a conversa com a tal aura branca, louvei do principio ao fim, me levou para outro plano, sem sequer um sorriso sincero. Me deixou de pernas pro ar... outra pergunta, seria só um delírio? Só sei que viajei e consegui vê-la.
O leve som do violão me integra a cenas, vozes, é uma transformação do ser humano, jamais viva ao total silêncio, assim como vivi por alguns anos. A única música que tocava ao pé do ouvido, era a voz daquela, ou de outra, com seus velhos problemas. Maldição, não encontro a órbita, vivo de instantes, arrependimentos, sonhos, irresponsabilidades, olhares julgadores, cães famintos, mas, o que me salva são momentos com amigos, que me puxam pelo braço, arrastando-me do céu e do inferno, e lá sim, rola aquele Blues/Jazz/Rock´n Roll. Não há sombra, medo, dor ou morte.
E lá existe a dança, sem perceber a sincronia de movimentos, mas observando o mesmo teor da vida. Só vê quem não quer dançar, só dança quem pouco importa-se.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A independência do amor

Depois que fechou as portas, nunca mais a vi
suas ultimas palavras foram de adeus, e logo quem pensava no amor, morreu
acabou, e não adianta mais explicarem, sobre isso e aquilo
quando tratar de amor, jamais lembrarei do teu nome

os passaros verdes fugiram da minha janela, junto com meu amor
deixaram horror, temor, dor e já não sei como fugir
os passos ficam curtos, os carros não voam mais
onde está a minha sorte, nada agrada, nada afaga

quero minha identidade, perdi-me em teu labirinto
fugiu, me deixando sem rumo, procurando o sol do meu dia
restou apenas lágrimas e pensamentos sobre a nossa vida
não eram 2 e nem 1, estavamos em outro plano

passei por dias e dias matutando, tentando esquecer
hoje firme, estável, nenhum outro vendaval virá
por mais encantador o teu riso, não a quero
você me fez bem, você me fez mal e tenho medo disso

Ah eu fazia tantos planos, puro engano